segunda-feira, 21 de maio de 2012
DESMISTIFICANDO A LIDERANÇA - AUTOCONFIANÇA
A autoconfiança é uma característica comum na vida dos vencedores. Existe uma teoria que coloca o fator psicológico como decisivo na tomada de decisões e quando se exige superação para alcançar objetivos. Isso talvez explique o desempenho de alguns atletas e equipes em competições esportivas. Quantas vezes os brasileiros sofreram em finais olímpicas, mesmo sabendo que nossos times eram mais qualificados? Porém no momento da decisão os pequenos detalhes tiraram essa suposta vantagem e os melhores resultados não foram obtidos.
Podemos usar o exemplo da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, chegou a duas finais nos últimos Jogos Olímpicos (2002, 2006), sempre com ótimas jogadoras e com campanhas irretocáveis. Entretanto, nas duas ocasiões não conseguiu o êxito da medalha de ouro. De acordo com o depoimento da Marta, considerada cinco vezes seguidas a melhor jogadora do mundo, o motivo das derrotas nas finais foi principalmente a falta de confiança das atletas brasileiras em alcançar o topo do pódio.
Salomão que conheceu muito bem o sucesso afirma que a forma como imaginamos no coração, assim será (Pv.23:7). Ou seja, o que pensamos determina o que fazemos e o que fazemos determina o que somos.
A autoconfiança que estamos tratando não tem relação alguma com presunção ou arrogância. Ela não é inimiga da humildade, pelo contrário, é um reconhecimento das condições reais que nos encontramos, dos pontos fortes e fracos, das oportunidades e ameaças que temos em nós mesmos.
Essa descoberta das nossas forças e fraquezas é um grande diferencial para a realização dos propósitos. Os grandes instrutores de crescimento pessoal concordam que os pontos fortes devem ser amplificados e receber investimento de tempo e recursos muito maiores. O senso comum tende a pensar ao contrário, que as áreas sensíveis que deveriam ser mais trabalhadas para alcançarmos uma melhor performance em nossas atividades. Não estamos afirmando que devemos desprezar nossas debilidades, mas não podemos desperdiçar todo o tempo tentando consertar aquilo que por mais haja esforço não chegará nem a cinquenta por cento de um potencial, enquanto poderíamos exercitar ainda mais nossas aptidões naturais que poderão se aproximar do desempenho máximo.
Esse equilíbrio de capacidades nos garantirá uma boa dose de confiança dentro daquilo que nos cabe fazer. Todos os líderes precisam conquistar pessoalmente três atributos dentro de suas atividades. Eles devem ser: peritos, prudentes e diligentes. Os acidentes de trabalhos são causados por atitudes contrárias a essas qualidades, sendo enquadradas nos motivos de imperícia, imprudência ou negligência. Essas classificações são usadas normalmente quando os acidentes causam lesões corporais, entretanto, quando o líder não se prepara adequadamente e tropeça nesses erros causa também prejuízos terríveis na equipe de trabalho, consequentemente no projeto que lidera.
O Dr. Lair Ribeiro falando sobre neurolinguística e comunicação interpessoal utilizou o exemplo de quando aprendemos a dirigir automóveis para explicar as três fases da competência. Segundo o Palestrante existe a Incompetência Consciente; a Competência Consciente e a melhor de todas: a Competência Inconsciente.
A primeira fase ocorre quando temos total consciência da nossa incapacidade em dirigir o veículo. Na segunda, já temos competência, porém precisamos estar ligados em todas as ações sistemáticas da direção. A terceira, a Competência Inconsciente, acontece quando adquirimos a capacidade de realizar as tarefas de modo totalmente natural, quase de forma automática, e é nessa fase que surge a autoconfiança. Ela vem de um processo e quando alcançamos esse nível, conseguimos conduzir o veículo realizando todas as etapas da direção com perfeição, sem sequer pensar nelas.
Para dirigir bem um automóvel é necessário chegar à terceira fase explicada acima, assim como para quaisquer outras atividades que também requer a presença do líder como um condutor.
A Autoconfiança então é fruto de autoconhecimento e preparo para ser e fazer aquilo para o qual somos responsáveis. Requisito altamente necessário nos líderes eficazes.
terça-feira, 15 de maio de 2012
DESMISTIFICANDO A LIDERANÇA – COMUNICAÇÃO
“... e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz.” (João 10:4)
A boa comunicação sem dúvida é uma das mais importantes qualidades que o líder deve ter. Começo o texto com essa afirmação tão convicta, pois de nada adiantará uma visão poderosa e um projeto revolucionário sem que sejam comunicados com a mesma grandeza.
O apóstolo João escreve as palavras de Jesus dizendo que as ovelhas seguem o Pastor porque conhecem a sua voz. Ou seja, há clareza e entendimento na comunicação, por esse motivo as ovelhas não hesitam em seguir o líder. O contrário disso também é verdadeiro, muitos que poderiam ser grandes líderes, acabam se desqualificando por não terem a capacidade de compartilhar com os discípulos as suas propostas.
A comunicação como uma qualidade da liderança, torna-se também um grande desafio para alguns. Pois nem todas as pessoas nascem com essa capacidade de se expressarem adequadamente. Não se trata apenas de uma questão inata, mas do ambiente em que as pessoas são criadas. De fato, a maioria das famílias não criam estruturas para darem autoconfiança aos filhos, ou mesmo liberdade para expressarem suas ideias. Famílias que agem dessa forma ao invés de se tornarem as principais incubadoras de formação de líderes, tornam-se na verdade casulos invioláveis que inibem a expansão do potencial de liderança dessas crianças. Esses são alguns motivos que trazem tantas dificuldades na comunicação da visão, das estratégias e dos alvos das organizações, problemas sérios na comunicação.
Quando nos comunicamos bem, realizamos uma viagem em direção à essência secreta do coração e da mente do outro, e nos tornamos cúmplices nessa travessia. Para isso, é preciso mobilizar nossos recursos internos e externos para facilitar a arte do diálogo, que não é um simples despejar de palavras, é ir ao encontro, é abster-se de julgamentos precipitados, dando chances para a troca democrática de ideias, propiciando um clima de confiança e bem estar, utilizando a empatia na busca do processo de sinergia, a fim de alcançar objetivos comuns.
A liderança não é mais imposta, mas conquistada e compartilhada. Para ser líder é preciso demonstrar os próprios pontos de vista e as próprias habilidades e, ao fazê-lo, usar ao máximo os recursos e técnicas que a comunicação oferece.
Como fora dito acima, o líder precisa desenvolver empatia na comunicação. Isto é, desenvolver uma linguagem que seja adequada ao entendimento do seu público.
Jesus além de todas suas outras habilidades, também foi um grande orador. Nenhum líder foi tão capaz como Ele na arte de expor suas mensagens para quais fossem seus ouvintes. O Mestre conhecedor do seu público e sabedor que teria pouco tempo para dar muitos ensinamentos usava parábolas recheadas das metáforas mais simples e próximas da realidade do povo que lhe ouvia. No evento em que escolheu seus discípulos não foi feito nenhum discurso de apossamento com palavras rebuscadas do dicionário religioso. Porém, simplesmente foi feito um chamado para aqueles homens tornarem-se pescadores de homens. Eles já eram pescadores profissionais, agora o objetivo não seria mais os peixes, e sim as almas dos homens. O formato da mensagem era perfeito: clara, concisa, objetiva, ou seja, facilmente compreensível para a realidade dos escolhidos.
Outra função importante da comunicação no desempenho da liderança é a mobilização, a sinergia de uma equipe. A Bíblia narra um fato muito interessante: a construção da Torre de Babel (Gn.11). O texto bíblico diz que os homens com unanimidade de linguagem e objetivos decidiram edificar essa torre. O que chama a atenção nesse relato é que o próprio Deus reconhece que nada poderia deter a obstinação daqueles homens, pois eles tinham unidade. A forma encontrada por Deus para combater aquela construção foi confundir a linguagem deles. Sem comunicação não há projeto que possa prosperar, essa é uma grande lição para líderes que têm alvos à frente.
A comunicação não é um fim em si mesma, mas um meio para alcançar resultados positivos para o líder que almeja sucesso em suas empreitadas. Como já dizia o famoso jargão do Velho Guerreiro – o Chacrinha: “Quem não se comunica se trumbica”.
domingo, 13 de maio de 2012
RECLAMAÇÃO
Nesta postagem gostaria de pedir desculpas aos leitores e expor minha insatisfação com o Blogger (site que hospeda este blog).
Eles mudaram a forma de publicarmos os posts, entretanto, as mudanças não respeitam a pontuação dos parágrafos do texto original.
O meu costume é de escrever em Editores de Texto (word)e em seguida colar na página de postagem do Blog. Infelizmente, os textos quando postados não ficam como o original.
Se alguém souber a solução me avise.
Obrigado.
DESMISTIFICANDO A LIDERANÇA – MENTOREAMENTO
“E SUCEDEU depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, que o SENHOR falou a Josué, filho de Num, servidor de Moisés...” (Js.1:1) Existe uma máxima sobre liderança que tem aparência de verdade, entretanto, não significa que tem que ser assim. As pessoas gostam de dizer que o líder é solitário. De fato, esse pensamento já pode ser considerado antiquado, pois essa condição de solidão do líder vai depender dele próprio, isto é, como ele define seus relacionamentos com os seus liderados, e também com aqueles que o líder deve submeter-se.
Todos os que ocupam posição de liderança devem fugir da tentação da independência. Esse sentimento de liberdade na tomada de decisões e o bloqueio que se cria ao debate conduzem ao autoritarismo, transformando o líder em um ditador. A resposta para proteger a liderança da sedução do poder manipulador é a presença de um mentor. Todos os líderes necessitam dessa presença. A palavra mentoreamento vem da mitologia grega. Mentor era o nome do conselheiro de Ulisses. Quando Ulisses saiu para uma longa viagem confiou o treinamento de seu filho, Telêmaco, ao seu conselheiro, Mentor.
Mentorear, portanto, descreve um relacionamento com outra pessoa. Essa relação pode ser formal ou informal, intenso ou ocasional, passivo ou ativo. O mentoreamento ativo é aquele que se relaciona de perto, um acompanhamento técnico como um supervisor de estágio, enquanto que o passivo é distante, onde o discípulo aprende pelos exemplos das atividades do mentor ou por meio de livros e outras fontes de consulta.
A melhor forma de se relacionar com os mentores é estando perto, como um aluno que se submete ao professor que sempre terá o que acrescentar no processo de aprendizado, por ter conhecimentos acumulados e experiências anteriores no assunto. É semelhante a atletas diante de seus treinadores, que lhes dão as orientações necessárias para alcançarem suas maiores performances, recordes e o lugar mais alto no pódio.
Outra vantagem para os líderes que decidem pelo mentoreamento é a oportunidade de prestar contas com alguém. Salomão em toda a sua glória e conhecimento reconhecia que a verdadeira sabedoria só se conquista legitimamente na diversidade de conselhos.
No primeiro capítulo do seu livro de Provérbios, Salomão faz a seguinte declaração: “O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos” (vs.5). Todos os líderes necessitam de alguém para lhes falar com firmeza. De fato, a verdadeira autoridade só se consolida debaixo de outra autoridade superior.
A prestação de contas age como um filtro de proteção contra agentes inimigos da liderança, tais como: a soberba, o orgulho e a vaidade. Esses sentimentos distorcem a visão do líder sobre si mesmo conduzindo-lhe à beira do abismo. “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.” (Pv. 16:18)
Infelizmente, nos dias atuais vivemos um tempo de uma grande crise de liderança. Os desmandos estão em toda parte. Em pleno século XXI ainda existem países debaixo de regimes ditatoriais, as democracias se afundam nos escândalos de corrupção, as instituições religiosas perdem a credibilidade por causa das aberrações morais que os seus líderes se envolvem. Muitos desses casos poderiam ser evitados se essas lideranças tivessem a disposição de colocarem-se debaixo da autoridade de mentores, não apenas figuradamente, mas com uma atitude de submissão e transparência, expondo suas dificuldades, limitações e tentações.
Existem líderes que gostam muito de estar cercados de pessoas que os admiram e até mesmo sejam seus bajuladores, mas certamente não é disso que precisam. A maior necessidade que eles têm é de pessoas que os inspirem, sejam seus modelos e referenciais.
“O seu amigo se sente confortável com o seu passado, mas seu mentor olha o seu futuro. Seu melhor amigo ignora as suas fraquezas, seu mentor as elimina. O seu amigo é o seu líder de torcida, mas o mentor é o técnico. Seu melhor amigo destaca o que você fez corretamente, mas seu mentor destaca o que você fez equivocadamente para que possa ser aprimorado.” (Dr. Mike Murdok)
Todos os que ocupam posição de liderança devem fugir da tentação da independência. Esse sentimento de liberdade na tomada de decisões e o bloqueio que se cria ao debate conduzem ao autoritarismo, transformando o líder em um ditador. A resposta para proteger a liderança da sedução do poder manipulador é a presença de um mentor. Todos os líderes necessitam dessa presença. A palavra mentoreamento vem da mitologia grega. Mentor era o nome do conselheiro de Ulisses. Quando Ulisses saiu para uma longa viagem confiou o treinamento de seu filho, Telêmaco, ao seu conselheiro, Mentor.
Mentorear, portanto, descreve um relacionamento com outra pessoa. Essa relação pode ser formal ou informal, intenso ou ocasional, passivo ou ativo. O mentoreamento ativo é aquele que se relaciona de perto, um acompanhamento técnico como um supervisor de estágio, enquanto que o passivo é distante, onde o discípulo aprende pelos exemplos das atividades do mentor ou por meio de livros e outras fontes de consulta.
A melhor forma de se relacionar com os mentores é estando perto, como um aluno que se submete ao professor que sempre terá o que acrescentar no processo de aprendizado, por ter conhecimentos acumulados e experiências anteriores no assunto. É semelhante a atletas diante de seus treinadores, que lhes dão as orientações necessárias para alcançarem suas maiores performances, recordes e o lugar mais alto no pódio.
Outra vantagem para os líderes que decidem pelo mentoreamento é a oportunidade de prestar contas com alguém. Salomão em toda a sua glória e conhecimento reconhecia que a verdadeira sabedoria só se conquista legitimamente na diversidade de conselhos.
No primeiro capítulo do seu livro de Provérbios, Salomão faz a seguinte declaração: “O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos” (vs.5). Todos os líderes necessitam de alguém para lhes falar com firmeza. De fato, a verdadeira autoridade só se consolida debaixo de outra autoridade superior.
A prestação de contas age como um filtro de proteção contra agentes inimigos da liderança, tais como: a soberba, o orgulho e a vaidade. Esses sentimentos distorcem a visão do líder sobre si mesmo conduzindo-lhe à beira do abismo. “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.” (Pv. 16:18)
Infelizmente, nos dias atuais vivemos um tempo de uma grande crise de liderança. Os desmandos estão em toda parte. Em pleno século XXI ainda existem países debaixo de regimes ditatoriais, as democracias se afundam nos escândalos de corrupção, as instituições religiosas perdem a credibilidade por causa das aberrações morais que os seus líderes se envolvem. Muitos desses casos poderiam ser evitados se essas lideranças tivessem a disposição de colocarem-se debaixo da autoridade de mentores, não apenas figuradamente, mas com uma atitude de submissão e transparência, expondo suas dificuldades, limitações e tentações.
Existem líderes que gostam muito de estar cercados de pessoas que os admiram e até mesmo sejam seus bajuladores, mas certamente não é disso que precisam. A maior necessidade que eles têm é de pessoas que os inspirem, sejam seus modelos e referenciais.
“O seu amigo se sente confortável com o seu passado, mas seu mentor olha o seu futuro. Seu melhor amigo ignora as suas fraquezas, seu mentor as elimina. O seu amigo é o seu líder de torcida, mas o mentor é o técnico. Seu melhor amigo destaca o que você fez corretamente, mas seu mentor destaca o que você fez equivocadamente para que possa ser aprimorado.” (Dr. Mike Murdok)
segunda-feira, 23 de abril de 2012
DESMISTIFICANDO A LIDERANÇA – EDUCABILIDADE
“Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” (Tiago 1:19)
Uma das maiores armadilhas na carreira dos líderes é quando os mesmos passam a acreditar que não têm mais nada o que aprender. Esse é um pensamento tão sutil que na maioria das vezes passa despercebido, por isso torna-se extremamente perigoso. Gosto muito de uma frase do autor Augusto Cury que diz: “Não há pessoas pouco inteligentes, mas pessoas que não sabem ser aprendizes.” De fato, os “pouco inteligentes” são os que não conseguem permanecer num aprendizado contínuo.
Ouvi um caso de um palestrante que fora contratado por uma grande empresa para falar aos operários, supervisores, gerentes e diretores da mesma. Houve uma bela abertura, com um discurso motivador do Presidente a todos os seus colaboradores. Poucos minutos após passar a palavra ao palestrante, o Presidente levantou- se discretamente a fim de deixar o auditório. Aquele que ministrava a palestra interrompeu sua linha de pensamento dirigindo-se corajosamente ao Presidente da empresa dizendo: “Se o que estou ensinando aqui não é importante para você, provavelmente também não será aos seus funcionários”. Aquele homem envergonhado permaneceu no local para ouvir o que estava sendo ensinado.
Essa história revela que muitos líderes encontram-se tão ocupados que não têm mais tempo para aprender com outras pessoas. Esses se colocam sempre na posição de professores e jamais como alunos. Essa atitude não condiz com o perfil do líder moderno, pois nesta época em que o conhecimento e a informação são os ativos mais valiosos que existem, não há mais espaço para pessoas que se fecham para novos aprendizados.
Aprecio muito a leitura do livro de Provérbios de Salomão, pois resumidamente ali encontramos os ensinamentos que é o mapa da mina para encontrar a Sabedoria. O sábio diz que ela precisa ser um objeto de desejo para os que pensam em alcançar algum sucesso na vida.
No capítulo oito de Provérbios a Sabedoria é personificada e faz algumas declarações desafiadoras. Por exemplo, no verso dez ela se declara mais importante que a prata e até mesmo que o ouro. Mais a frente, no verso dezessete ela diz que ama os que a amam e somente quem a procura consegue encontrá-la. O desejo pelo conhecimento é um fator determinante e diferencial na vida dos grandes líderes.
Certa vez, os discípulos de Jesus começaram uma discussão a fim de saber qual deles seria maior no Reino de Deus. Aqueles doze homens ouviam do Mestre algumas coisas a respeito do futuro que lhes esperavam, sabiam ao menos em parte que estavam participando de um grande projeto e tiveram o privilégio de terem sido escolhidos para isso. Com poucas palavras, mas com grande sabedoria, Jesus tomou uma criança colocou no meio deles e disse que se não mudassem àquela mentalidade e não se tornassem semelhantes a uma criança, nem ao menos entrariam no Reino de Deus, quanto mais seriam grandes.
As crianças possuem inúmeras qualidades que deveríamos copiar, uma delas é a necessidade de serem educadas. Dizem que a infância é a melhor fase para isso, pois as crianças são como massinhas de modelar, isto é, prontas para aprender. Por esse motivo pais e professores têm uma imensa responsabilidade diante do que fazem com essa meninada.
No texto que estamos baseando a reflexão, o Apóstolo Tiago nos faz uma grande advertência, dizendo que devemos ser prontos para ouvir e tardios para falar (Tg.1:19). Entretanto, é impressionante como esse princípio é invertido na prática. Percebo que a maioria dos líderes acredita ao contrário, pois suas opiniões e convicções sempre tem que prevalecer, seus discursos sempre devem vir em destaque, suas palavras devem ser as últimas do debate.
Infelizmente alguns se enclausuram nas suas “verdades” e o que começou bem termina muito mal. Na preferência pelo isolamento se corrompem com as suas vaidades, tornam-se egoístas e míopes sobre si mesmos, assim não podem mais crescer porque pensam que já esgotaram tudo o que podem conhecer sobre a vida. Não entendem que quando acham que sabem tudo é a maior prova que ainda não aprenderam nada.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
DESMISTIFICANDO A LIDERANÇA - PAIXÃO
“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças...” (Ec. 9:10)
Essa recomendação de Salomão em Eclesiastes, que segundo o Pr. Ed Rene Kivitz é o livro mais mal-humorado da Bíblia, não é simples de se fazer na prática. Nem sempre aquilo que vem em nossas mãos é o que desejamos ou o que nos traz algum prazer. De fato, a frase do Dr. Mike Murdok se encaixa bem nesse raciocínio inicial: “Faça o que não gosta hoje para fazer o que te dá prazer amanhã”. De fato essa é uma grande verdade.
De qualquer forma, o Sábio Salomão diz que não temos que selecionar o que faremos com excelência de outras coisas que podemos fazer de forma desleixada, a afirmativa é contundente: “tudo (todas as coisas)...faze-o...
Acredito que o melhor remédio para mantermos essa disposição na realização das nossas tarefas é a paixão. Para a maioria das pessoas, a paixão relaciona-se a um sentimento ou estado de espírito circunstancial e momentâneo. Entretanto, essa forma que é pensada no senso comum não suporta as pressões, não se submete a grandes desafios, não se compromete com a perseverança e por esses motivos não é sobre esse tipo que gostaria de tratar.
Dentre as várias definições da palavra “paixão” do Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, encontramos uma bem apropriada para o que queremos expressar: “Movimento impetuoso da alma...”. É justamente disso que precisamos para cumprir o propósito para o qual fomos designados nesta vida. Diante de tantas adversidades que se entrepõem a busca dos nossos objetivos, necessitamos urgentemente dessa força que nos conduz em direção às grandes realizações. Entretanto não pode ser um movimento qualquer, deve ser impetuoso. Não pode ser uma brisa suave que apenas espalham folhas, também não seria uma pequena correnteza que no máximo consegue empurrar um barquinho de papel.
A paixão é algo tão forte que mesmo nos momentos em que a melhor decisão pareça ser a de desistir ou retroceder, ela não permite, ao contrário, é o combustível que nos dá uma propulsão extra nas situações críticas que enfrentamos.
A definição acrescenta ainda mais, diz que esse movimento impetuoso ocorre na alma. A alma humana diz respeito àquilo que realmente somos. Fala do nosso intelecto, vontades, memória. A alma é o conteúdo intangível que melhor define cada um de nós, a personalidade e o caráter estão dentro dela. Quando somos incendiados pelo fogo da paixão no centro das vontades, da inteligência e dos registros mentais, todo esse potencial que carregamos na alma é acionado para tornar a vontade em decisões e a inteligência abstrata em atividades efetivas. Líderes eficazes tem essa característica em comum, todos são apaixonados. Logicamente cada um tem o seu foco, mas o movimento impetuoso está nas almas deles. Gandhi ardia o coração pelos direitos humanos; Churchill pela liberdade; Martin Luther King Jr. pela igualdade e Bill Gates pela tecnologia. Qualquer um que deseja ter uma vida que rompa os limites precisa ter grande desejo por algo.
Aqueles que lideram precisam se convencer que existem dois focos de paixão imprescindíveis para obterem sucesso: pela causa e por pessoas. Precisamos lembrar que líderes são aqueles que possuem seguidores que se uniram em busca de objetivos comuns. Não existe a possibilidade e optar por um em detrimento de outro. A causa jamais será alcançada solitariamente, por isso pessoas são necessárias. Por outro lado, essas mesmas pessoas só permanecerão na equipe quando a causa é legítima e o líder consegue transferir o fogo que arde no seu coração para os seus liderados, a fim de alcançarem resultados concretos.
Jesus Cristo, o maior líder da história também demonstrou essa qualidade no seu ministério. Paixão foi uma das marcas da sua vida terrena. O seu propósito era estabelecer o Reino de Deus, para tal ele deixou sua posição de Deus e veio a este mundo para assumir uma posição de servo. A motivação desse Reino não era poder político, muito menos econômico, mas a redenção da humanidade.
Paixão, esse é o nome da justificativa mais incontestável para a realização do maior projeto de todos os tempos.
Essa recomendação de Salomão em Eclesiastes, que segundo o Pr. Ed Rene Kivitz é o livro mais mal-humorado da Bíblia, não é simples de se fazer na prática. Nem sempre aquilo que vem em nossas mãos é o que desejamos ou o que nos traz algum prazer. De fato, a frase do Dr. Mike Murdok se encaixa bem nesse raciocínio inicial: “Faça o que não gosta hoje para fazer o que te dá prazer amanhã”. De fato essa é uma grande verdade.
De qualquer forma, o Sábio Salomão diz que não temos que selecionar o que faremos com excelência de outras coisas que podemos fazer de forma desleixada, a afirmativa é contundente: “tudo (todas as coisas)...faze-o...
Acredito que o melhor remédio para mantermos essa disposição na realização das nossas tarefas é a paixão. Para a maioria das pessoas, a paixão relaciona-se a um sentimento ou estado de espírito circunstancial e momentâneo. Entretanto, essa forma que é pensada no senso comum não suporta as pressões, não se submete a grandes desafios, não se compromete com a perseverança e por esses motivos não é sobre esse tipo que gostaria de tratar.
Dentre as várias definições da palavra “paixão” do Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, encontramos uma bem apropriada para o que queremos expressar: “Movimento impetuoso da alma...”. É justamente disso que precisamos para cumprir o propósito para o qual fomos designados nesta vida. Diante de tantas adversidades que se entrepõem a busca dos nossos objetivos, necessitamos urgentemente dessa força que nos conduz em direção às grandes realizações. Entretanto não pode ser um movimento qualquer, deve ser impetuoso. Não pode ser uma brisa suave que apenas espalham folhas, também não seria uma pequena correnteza que no máximo consegue empurrar um barquinho de papel.
A paixão é algo tão forte que mesmo nos momentos em que a melhor decisão pareça ser a de desistir ou retroceder, ela não permite, ao contrário, é o combustível que nos dá uma propulsão extra nas situações críticas que enfrentamos.
A definição acrescenta ainda mais, diz que esse movimento impetuoso ocorre na alma. A alma humana diz respeito àquilo que realmente somos. Fala do nosso intelecto, vontades, memória. A alma é o conteúdo intangível que melhor define cada um de nós, a personalidade e o caráter estão dentro dela. Quando somos incendiados pelo fogo da paixão no centro das vontades, da inteligência e dos registros mentais, todo esse potencial que carregamos na alma é acionado para tornar a vontade em decisões e a inteligência abstrata em atividades efetivas. Líderes eficazes tem essa característica em comum, todos são apaixonados. Logicamente cada um tem o seu foco, mas o movimento impetuoso está nas almas deles. Gandhi ardia o coração pelos direitos humanos; Churchill pela liberdade; Martin Luther King Jr. pela igualdade e Bill Gates pela tecnologia. Qualquer um que deseja ter uma vida que rompa os limites precisa ter grande desejo por algo.
Aqueles que lideram precisam se convencer que existem dois focos de paixão imprescindíveis para obterem sucesso: pela causa e por pessoas. Precisamos lembrar que líderes são aqueles que possuem seguidores que se uniram em busca de objetivos comuns. Não existe a possibilidade e optar por um em detrimento de outro. A causa jamais será alcançada solitariamente, por isso pessoas são necessárias. Por outro lado, essas mesmas pessoas só permanecerão na equipe quando a causa é legítima e o líder consegue transferir o fogo que arde no seu coração para os seus liderados, a fim de alcançarem resultados concretos.
Jesus Cristo, o maior líder da história também demonstrou essa qualidade no seu ministério. Paixão foi uma das marcas da sua vida terrena. O seu propósito era estabelecer o Reino de Deus, para tal ele deixou sua posição de Deus e veio a este mundo para assumir uma posição de servo. A motivação desse Reino não era poder político, muito menos econômico, mas a redenção da humanidade.
Paixão, esse é o nome da justificativa mais incontestável para a realização do maior projeto de todos os tempos.
O QUE NOS TORNA HUMANOS
Henry Nouwen foi um sacerdote católico, de origem holandesa. Ensinou nas Universidades de Harvard e de Yale, escreveu 40 livros, publicados em 20 idiomas, com mais de 20 milhões de cópias vendidas. Mas seu maior legado foi deixado pelo seu trabalho na comunidade Daybreak, nos arredores de Toronto, no Canadá, onde Nouwen desenvolveu suas atividades pastorais por oito anos.
De acordo com seus relatos, a coisa mais importante que Nouwen fazia na Daybreak era cuidar de Adam.
“Adam é um homem de 25 anos de idade”, disse Nouwen, “que não consegue falar, não consegue vestir-se, nem tirar a roupa, não pode andar sozinho, não pode comer sem ajuda. Ele não chora nem ri. Apenas às vezes faz contato com os olhos. As costas são deformadas. Os movimentos dos braços e das pernas são distorcidos. Ele sofre de severa epilepsia e, apesar de pesada medicação, raros dias se passam sem ataques do grande mal. Às vezes, quando fica subitamente rígido, emite um gemido imenso. Em algumas ocasiões já vi uma grande lágrima rolar por sua face. Levo cerca de hora e meia para acordar Adam, dar-lhe medicação, carregá-lo até ao seu banho, lavá-lo, barbeá-lo, escovar seus dentes, levá-lo à cozinha, dar-lhe o café da manhã, colocá-lo na sua cadeira de rodas e levá-lo até ao lugar onde passa a maior parte do dia com exercícios terapêuticos”.
Philip Yancey, jornalista e escritor, conta que jamais esqueceu o dia em que acompanhou a rotina de Nouwen na Daybreak. Seu relato começa com uma confissão corajosa. “Devo admitir que tive uma dúvida passageira quanto a ser aquele o melhor emprego da sua vida”, diz Yancey. “Eu ouvira Henri Nouwen falar e lera muitos dos seus livros. Ele tinha muita coisa a oferecer. Outra pessoa não poderia assumir a tarefa servil de cuidar de Adam?”.
“Quando cautelosamente mencionei o assunto com o próprio Nouwen”, diz Yancey, “ele me informou que eu interpretara de todo erradamente o que estava acontecendo”. Veja como Nouwen encarava seu relacionamento com Adam.
“Não estou desistindo de nada. Sou eu, não o Adam, quem recebe os principais benefícios de nossa amizade. As horas passadas com Adam deram-me uma paz interior tão satisfatória que fez com que a maioria de suas outras tarefas intelectuais parecessem enfadonhas e superficiais por contraste. No começo, quando me assentava com esse homem-criança desamparado, percebia como a busca do sucesso na academia e no ministério cristão era obsessiva e marcada pela rivalidade e pela competição. Adam me ensinou que o que nos torna humanos não está na nossa mente, mas no nosso coração, não é a nossa capacidade de pensar, mas a nossa capacidade de amar“.
Fonte: http://edrenekivitz.com/blog/
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